A paciência, para a mulher que caminha rumo ao autoconhecimento,
não é passividade nem espera vazia.
É coragem interna.
É permanecer consigo mesma
mesmo quando não há respostas claras.
Mesmo quando o corpo dói, a alma cansa
e o mundo tenta apressar processos que são, por natureza, lentos.
Desde cedo, muitas mulheres aprendem a se adaptar,
a cuidar do outro, a performar força.
Poucas são ensinadas a escutar os próprios ritmos.
O autoconhecimento começa quando essa escuta vira prioridade.
E essa escuta exige paciência:
com o tempo do corpo,
com o tempo emocional,
com o tempo da cura.
A autocura não é linha reta.
Ela pulsa. Avança. Recua. Silencia.
Desacelerar não é falhar — é integrar.
Cada pausa é um campo fértil
onde algo invisível está se reorganizando.
E é aí que a força de Pombagira se revela:
como presença e como consciência.
A senhora da encruzilhada interna.
Aquela que ilumina o ponto
onde a mulher escolhe por si —
e não mais apenas pelos outros.
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