Trajetória Espiritual e Formação
A trajetória espiritual e pública de Danilo Pereira Coppini configura-se como uma tessitura complexa, marcada por transições religiosas, experimentações esotéricas e consagrações rituais que o situam como um dos mais relevantes expoentes da chamada Quimbanda Luciferiana contemporânea. Nascido em 1975, em um ambiente familiar que oscilava entre a tradição católica e a umbanda popular, Coppini conviveu desde a infância com a religiosidade brasileira, embora, à época, não tenha demonstrado interesse em aprofundar-se nos circuitos rituais de sua linhagem. Somente a partir de meados da década de 1990 sua vocação espiritual manifesta-se de maneira mais incisiva, conduzindo-o a incursões no universo do esoterismo. Entre 1994 e 1998, dedicou-se ao estudo do Tarot e da Magia Cigana, experimentando igualmente breves aproximações com o Budismo Tibetano e com tradições ibéricas associadas à literatura cipriânica, sem, contudo, consolidar-se em nenhuma dessas vertentes.
O ano de 1999 revela-se um divisor de águas em sua biografia espiritual. Durante o período de reclusão no sistema carcerário brasileiro, Coppini teve contato com a Religiosidade da A.V.J., sendo formalmente iniciado em dezembro daquele ano. A experiência do cárcere não apenas lhe proporcionou uma imersão em fundamentos de Quimbanda, demonologia, satanismo popular e magia ibérica, mas também o conduziu, em 2003, à consagração como Guardião da Tábua Sagrada, um dos pontos axiais de poder dessa corrente. O aprendizado, entretanto, foi interrompido por eventos internos ao sistema prisional, o que não impediu que, já em liberdade, retomasse sua trajetória com vigor renovado.
Fundação dos Templos e Desenvolvimento
Entre 2008 e 2010, Coppini intensificou seus estudos ao lado de mestres e mestras da Quimbanda, como a Mãe Áurea, viajando por diferentes regiões do Brasil em busca de saberes complementares. Esse percurso culminou, em 2010, na fundação do Templo de Ahndrus, espaço de práticas híbridas que mesclavam rituais de Quimbanda com aspectos de magia negra e satanismo popular. O templo, além de servir como núcleo ritual, forneceu o título e o substrato temático de sua primeira obra publicada pela Editora Madras.
Em 2011, dando sequência a sua expansão espiritual e institucional, Coppini funda o Templo de Quimbanda Maioral Beelzebuth e Exu Pantera Negra (T.Q.M.B.E.P.N.), que se tornaria referência de sua obra. Nesse momento, sua prática começa a dialogar com correntes luciferianas internacionais, numa convergência de saberes ocultos em que a Lei do Silêncio (a interdição de nomear ordens e mestres) é rigorosamente observada. É nesse caldo simbólico e ritualístico que surgem suas obras de maior impacto. Nesse exato ponto nasce a Corrente 49. Entre 2013 e 2014, lança a primeira edição de “Quimbanda – O Culto da Chama Vermelha e Preta”, texto fundamental que sistematiza cosmologias, reinos, pontos riscados e fundamentos do culto. Em 2015, dá continuidade à sistematização com o “Quimbanda – Fundamentos e Práticas Ocultas, Vol. I”, obra ilustrada por Néstor Avalos, artista mexicano dedicado às artes negras.
Obras e Publicações
A consagração internacional ocorre em 2016, com a publicação pela Martinet Press de "Quimbanda: The Cult of the Red and Black Flame", versão em inglês expandida de sua obra maior. Nesse período, novas edições em português são disponibilizadas pela Editora Capelobo, incluindo o "Fundamentos e Práticas Ocultas, Vol. II" em 2017. Já em 2018–2019, a Editora Via Sestra publica uma edição revista e ampliada de O Culto da Chama Vermelha e Preta, com 636 páginas, reforçando sua posição como autor de referência. Hoje, tais obras são constantemente citadas em teses, dissertações e artigos acadêmicos que analisam a Quimbanda contemporânea e suas interfaces com a religiosidade afro-brasileira.
A perspectiva teológica e filosófica de Coppini enfatiza a centralidade de Exu e Pombagira como Poderosos Mortos, a ordenação do culto em reinos espirituais e a prática ritualística que inclui pontos riscados, assentamentos e oferendas. Distanciando-se da influência direta do panteão orixá, sua leitura inscreve a Quimbanda como um sistema independente, brasileiro e radicalmente marginal, voltado ao contato com forças proibidas e subversivas. Paralelamente, publicou sob o pseudônimo D. Pereira a obra “Knife Codex”, dedicada ao simbolismo da lâmina como núcleo operativo de um sistema espiritual paralelo à Quimbanda. Além dos livros, Coppini produziu artigos, participou de revistas impressas e digitais, podcasts e cursos, entre os quais se destaca o projeto internacional “Venerando os Poderosos Mortos”, em colaboração com expoentes da corrente de mão esquerda (L.H.P.).
Com a pandemia de COVID-19, Coppini transferiu-se para Cruzeiro do Sul, no Acre, onde residiu por quatro anos. Nesse período, mergulhou no xamanismo amazônico, na pajelança indígena e no uso ritual de plantas de poder, aprendendo com pajés, rezadores e ribeirinhos, o que enriqueceu sua prática espiritual com novos elementos de cura e autoconhecimento. Após retornar, transformou a vibração do T.Q.M.B.E.P.N. e fundou a Casa de Pantera, instituição vinculada à Corrente 49, mas aberta a novas possibilidades religiosas. Essa casa reafirma seu papel como precursor da Quimbanda Luciferiana, projetando uma prática que integra tradições afro-brasileiras, saberes indígenas e correntes internacionais da magia negra.
Reconhecimentos e Títulos
Reconhecido também fora do Brasil, Coppini recebeu títulos como o de apóstolo de Santa Muerte (bem como Angelito Negro, Lili e El Patrón), outorgados pela Catedral do Bispo Negro Oscar, em Pachuca, México. Atualmente, prepara-se para a iniciação na tradição de Maria Lionza, na Venezuela, e projeta a criação de núcleos de estudo voltados a diferentes níveis de praticantes, com materiais inéditos, autorais e adaptáveis. Pela relevância de sua obra e atuação, foi agraciado com a honraria de Embaixador dos Cultos Afro-Brasileiros e de Alta Magia pela Afroconesul, a maior federação do gênero no Brasil.
Aos cinquenta anos, Danilo Pereira Coppini permanece em incessante aprendizado, ampliando seu legado literário, ritualístico e institucional. Sua biografia, ainda em curso, é exemplo de uma vida consagrada à experimentação espiritual, à sistematização do oculto e à disseminação de uma Quimbanda que se assume brasileira, luciferiana e universal.
Cronologia da Trajetória Espiritual
1975
Nascimento de Danilo Pereira Coppini
1994-1998
Estudos de Tarot e Magia Cigana
1999
Iniciação na Religiosidade da A.V.J.
2003
Consagração como Guardião da Tábua Sagrada
2010
Fundação do Templo de Ahndrus
2011
Fundação do T.Q.M.B.E.P.N. e nascimento da Corrente 49
2013-2014
Lançamento de "Quimbanda – O Culto da Chama Vermelha e Preta"
2016
Publicação internacional "Quimbanda: The Cult of the Red and Black Flame"
2020-2024
Período no Acre - Xamanismo Amazônico
2024
Fundação da Casa de Pantera
Perguntas Frequentes
Quem é Danilo Coppini?
Danilo Pereira Coppini é o fundador da Casa de Pantera e precursor da Quimbanda Luciferiana. Nascido em 1975, é autor de várias obras sobre Quimbanda e fundador da Corrente 49.
O que é a Casa de Pantera?
A Casa de Pantera é uma instituição espiritual vinculada à Corrente 49, fundada por Danilo Coppini. Oferece produtos espirituais autênticos, cursos especializados e orientação espiritual desde 2010.
O que é a Quimbanda Luciferiana?
A Quimbanda Luciferiana é uma corrente espiritual brasileira que enfatiza a centralidade de Exu e Pombagira como Poderosos Mortos, com práticas ritualísticas que incluem pontos riscados, assentamentos e oferendas.
Quais são as principais obras de Danilo Coppini?
Entre suas principais obras estão "Quimbanda – O Culto da Chama Vermelha e Preta", "Quimbanda: The Cult of the Red and Black Flame", "Fundamentos e Práticas Ocultas" (Vol. I e II) e "Knife Codex".
O que é a Corrente 49?
A Corrente 49 é uma corrente espiritual fundada por Danilo Coppini, vinculada à Casa de Pantera, que integra tradições afro-brasileiras, saberes indígenas amazônicos e correntes internacionais da magia negra.
A Casa de Pantera
Nossa Missão
A Casa de Pantera é uma instituição espiritual vinculada à Corrente 49, fundada por Danilo Pereira Coppini como uma evolução natural de sua trajetória espiritual. Nossa casa representa uma síntese única de tradições afro-brasileiras, saberes indígenas amazônicos e correntes internacionais da magia negra.
Dedicada ao culto às entidades espirituais e à prática da Quimbanda Luciferiana, a Casa de Pantera oferece produtos espirituais autênticos, cursos especializados e orientação espiritual desde 2010. Nossa missão é preservar e transmitir os fundamentos da Quimbanda de forma autêntica, respeitando as tradições ancestrais enquanto abraçamos a evolução natural dos cultos.
"A Casa de Pantera reafirma o papel de Danilo Coppini como precursor da Quimbanda Luciferiana, projetando uma prática que integra tradições afro-brasileiras, saberes indígenas e correntes internacionais da magia negra."
Fundamentos da Quimbanda Luciferiana
Nossa casa está comprometida com a excelência espiritual, oferecendo materiais de qualidade, orientação especializada e um ambiente respeitoso para o desenvolvimento espiritual de nossos membros e adeptos. Cada produto e serviço é desenvolvido com base nos fundamentos tradicionais da Quimbanda, garantindo autenticidade e eficácia em nossas práticas.