Ela recolheu cada dor como quem recolhe ossos após a batalha.
Nada foi desperdiçado. Nenhuma desilusão caiu no esquecimento.
No silêncio da Lua Negra, deixou a ferida apodrecer até virar força.
Transmutou lágrimas em sigilos, medo em disciplina, abandono em soberania.
A sombra não a consumiu — obedeceu.
Ela dominou a si mesma primeiro.
Quando o corpo astral se curvou à sua vontade,
o mundo externo começou a sentir.
O impossível cedeu.
Porque onde antes havia ruína,
agora há magia sinistra em movimento.
Ela não implorou à luz.
Ela reinou na escuridão —
e a realidade se ajoelhou.
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