A adaptação dos espíritos para os tempos modernos
Se traçarmos uma linha de tempo e observarmos o desenvolvimento da espiritualidade em relação às transformações do mundo, rapidamente entenderemos que certos dirigentes creem veementemente que os espíritos são obrigados a se adaptarem às mudanças morais que ciclicamente ocorrem em nossa sociedade.
Quando falamos de Exu e Pombagira, estamos falando de espíritos que desencarnaram há muito tempo e que acompanham a humanidade e suas transformações, entretanto, ainda mantém uma individualidade que é nítida a todos. Você pode conversar com espíritos da mesma Legião que certamente verá que são diferentes, ou seja, os espíritos possuem liberdade de continuar com certas características que o fazem únicos. Ao contrário do que muitos pensam, Exu e Pombagira aprendem conosco também, afinal, quem está na matéria somos nós, mas isso não significa que são obrigados a modificar suas essências primárias para se tornarem politicamente corretos, a não ser que determinadas atitudes que para eles (as) são consideradas normais e corriqueiras, atualmente possam gerar conflitos aos seus tutelados. Exu não é inconsequente, portanto, se ele/a perceber que algum ato ou palavra possa colocar em risco o trabalho que está sendo realizado, modificam seu modo de operar para proteger e garantir a continuidade. Essa modificação jamais será benéfica para a Quimbanda, porque é uma espécie de castração da natureza de Exu para que se torne mais brando, socialmente adequado e não mais ostente o título de diabo, o ser temido capaz de causar transformações benéficas e maléficas conforme for necessário. A sociedade não quer mais o diabo, está sensível demais para enfrentar os abismos, tão fracos que precisam de muletas como a policia e a justiça para resolverem seus problemas fúteis, porque a palavra coragem hoje é considerada abusiva.
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