O que está acontecendo hoje é uma afronta descarada. Não é divergência, não é leitura diferente, não é debate honesto. É gente pequena tentando, na base da fala atravessada e da comparação covarde, invalidar um discurso que levou treze anos para ser sustentado no osso, no risco e no isolamento. Não atacam a Casa de Pantera 49 porque sabem que não têm força para isso. O alvo é outro. O alvo é a história, a coerência e a permanência de quem não se vendeu, não se adaptou e não pediu autorização para existir.
A Casa de Pantera 49 nunca foi feita para agradar. Nunca foi espaço de acolhimento para quem tem medo de si mesmo. Sempre foi dura, ingrata, exigente, sincrética de verdade, luciferiana na essência e infernal o suficiente para causar desconforto real. E isso dói em quem construiu um caminho baseado em repetição, comércio e validação externa. O incômodo não está no que fazemos, mas no fato de termos sustentado isso por mais de uma década sem baixar a cabeça.
O discurso se torna repugnante quando colocam na mesma balança o trabalho da Casa de Pantera 49 com casas que são extensões da Umbanda mal disfarçadas. Casas que repetem fundamentos escritos por umbandistas, que operam sob a mesma ética domesticada, a mesma moral conveniente, e ainda querem se passar por algo que nunca foram. O exemplo está escancarado. A tríade do Grimorium Verum sincretizada, diluída, esvaziada e usada como base quase obrigatória para formar Maioral em praticamente todas essas casas. Isso não é raiz. Isso é dependência. É falta de coragem de romper e sustentar um caminho próprio. A continua no comentário… Leiam, curtam se quiserem, afinal, muitos vão resmungar.
E então surge esse discurso patético de liberdade, como se isso aqui fosse um culto recreativo, onde tudo é permitido, nada tem consequência e qualquer um pode fazer o que quiser. Isso é mentira. Sempre foi. Liberdade, aqui, nunca foi conforto. Sempre foi peso. Sempre foi custo. Quem não aguenta pagar esse preço precisa de plateia, precisa de validação, precisa gritar Laroyê! para qualquer bobagem só para se sentir parte de alguma coisa. Laroyê!, aqui, nunca foi bordão. Sempre foi passagem, risco e corte.
Por isso o praticante de verdade não se mistura mais. Ele se afasta. Ele se isola. Cria suas ilhas porque sabe que caminhar junto com esse tipo de gente só contamina. Trabalha em silêncio enquanto o resto faz barulho. As redes sociais existem, são ferramenta, ninguém aqui é ingênuo. O que não se aceita é transformar caminho em espetáculo e casa em lona de circo, com palhaços, fantoches e oportunistas aplaudindo a própria mediocridade.
A Casa de Pantera 49 não é inclusiva, não é confortável e não é para todos. Nunca foi. Não é extensão de nada, não é moda e não é palco. É caminho de fogo. Quem sustenta, permanece. Quem não sustenta, ataca, grita, distorce e segue irrelevante.
Casa de Pantera 49 é para quem aguenta o peso.
O resto que continue fingindo espiritualidade.
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